Hipertensão é fator de risco para problemas no coração, cérebro e rins

Celebrado nesta quinta-feira (26), o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial alerta para a necessidade do acompanhamento médico e da adoção de hábitos saudáveis. Apenas em Teresina, segundo dados do Ministério da Saúde, 23,2% da população é hipertensa.  A prevenção da hipertensão arterial sistêmica é baseada na mudança do estilo de vida, enfatiza o cardiologista do Hapvida, Maurício Paes Landim.
“Adotar novos hábitos como alimentação saudável e diminuir a ingestão de sal e gordura, é muito importante. Também é recomendável, manter o peso ideal para a altura e praticar atividade física regularmente. Hábitos danosos como fumar e ingerir bebida alcoólica, são agravantes”, aconselha.
Tentar compensar o stress do dia a dia, procurando fazer alguma atividade prazerosa para compensar, são medidas gerais que podem evitar a doença. Uma quantidade considerável dos registros de pressão alta é de origem genética, nesses casos, o acompanhamento ganha uma importância ainda maior, complementa o especialista.
Para aquelas pessoas que já foram diagnosticadas com hipertensão, a orientação é que o tratamento medicamentoso seja cumprido à risca, tendo em vista que o problema pode acarretar uma série de agravantes. “É preciso visitar regularmente o cardiologista e medir a pressão arterial frequentemente, para saber se o medicamento está combatendo a doença, pois muitas vezes o paciente está tomando a medicação e a pressão não está controlada. A hipertensão também é um fator de risco para problemas no coração, cerebrais e renais, então a grande preocupação não é apenas saber que é hipertenso, é fundamental manter o controle da pressão”, explica Maurício Landim.
O cardiologista enfatiza que todas as pessoas devem aferir a pressão arterial regularmente, não somente aquelas com um histórico familiar ou sedentárias, pois a prevenção deve ser diária.

Levantamento indica baixo risco de infestação do Aedes aegypti em Teresina

Teresina está em situação de baixo risco para a infestação do Aedes aegypti. É o que indica o resultado do terceiro Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2017, realizado pelo Ministério da Saúde. A pesquisa foi executada pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) na segunda quinzena de outubro.

Segundo os dados divulgados, o Índice de Infestação Predial (IIP) – a relação entre o número de imóveis positivos para o mosquito pelo total pesquisado – da nossa cidade está em 0,2%, considerado satisfatório pelo Ministério da Saúde. No último levantamento, realizado no primeiro semestre, o resultado foi 1,3%. “Os números do LIRAa seguem uma curva de aumento no início do ano, com ápice nos meses de maio e abril”, explica Oriana Bezerra, gerente de Zoonoses da FMS. “Logo após o fim da época das chuvas, é esperado um aumento no índice de infestação, que sofre uma queda na época na estação seca”, informa.

O LIRAa acontece três vezes ao ano e abrange todas as regiões da cidade. Os agentes de endemias da FMS percorrem uma média de 13.000 imóveis em busca de focos em ralos, piscinas, vasos de planta e outros potenciais criadouros. São enviados os índices de focos por meio da identificação tanto de larvas, como da forma adulta do inseto. O levantamento é feito por extratos, que são aglomerados de bairros da cidade.

Mesmo com o resultado satisfatório, Oriana Bezerra pede que a população não baixe a guarda e desenvolva o hábito de eliminar todos os potenciais criadouros do mosquito, que consistem em todo e qualquer objeto com capacidade de acumular água. “Este é o período de fazer uma limpeza no seu ambiente, retirar todo esse material e dar o descarte correto, e não jogar em terrenos baldios, nem praças nem logradouros públicos”, pede a gerente.

Os dados obtidos pelo LIRAa servirão como base para o desenvolvimento de estratégias de combate ao Aedes aegypti e trabalhos educativos voltados à prevenção da dengue, zika e chikungunya. Este método existe desde 2002 e foi desenvolvido para atender a necessidade dos gestores e profissionais que trabalham com o programa de controle da dengue de disporem de informações entomológicas de maneira mais rápida.