Beleza e Saúde

Profissionais da voz são os que mais sofrem com a Disfonia


“Uma alteração vocal pode estar relacionada a múltiplos fatores, como causas orgânicas (de origem neurológica, lesional ou estrutural); funcionais, por mau uso ou abuso vocal; ou mesmo fatores psicológicos”

A voz é uma das principais ferramentas que as pessoas têm para se expressar diante do mundo e todos à sua volta. As alterações da voz podem ter um grande impacto sobre o dia a dia e podem afetar crianças, adultos e idosos em qualquer momento da vida. Entre elas, podemos destacar a disfonia, principal sintoma de distúrbio da comunicação oral. Chamada erroneamente de “afonia”, a disfonia é um transtorno que altera a qualidade da voz, mas não a faz desaparecer por completo.

Diversos sinais e sintomas indicam a presença de alterações. Os principais são Afonia (perda da voz); Rouquidão; Cansaço e esforço ao falar; Dificuldade de projetar a voz; Falhas na emissão da voz; Variações descontroladas da frequência (agudo/grave) da voz e Sensações desagradáveis à emissão.

Existem dois tipos de disfonias: as funcionais e as orgânicas. As primeiras surgem devido a complicações na laringe, causadas por nódulos, pólipos, cistos, edemas ou úlceras ou problemas de timidez, espasmódicos, psiquiátricos etc.

No caso das disfonias orgânicas, ocorrem devido à uma lesão nos órgãos responsáveis pela fonação, ou no caso de doenças congênitas na laringe ou extra laringe, por problemas hormonais, neurológicos ou traumáticos, por exemplo.

O indivíduo que apresenta disfonia deve passar por uma avaliação otorrinolaringológica, a fim de definir o diagnóstico médico laríngeo, e uma avaliação fonoaudiológica, que irá descrever a função vocal.

Segundo a fonoaudióloga Michele Isaias, dependendo do diagnóstico pode ser indicado tratamento medicamentoso e/ou cirúrgico, e o tratamento médico pode ser associado a fonoterapia pré ou pós intervenção. “Os exercícios são feitos de acordo com a patologia ou alteração que o paciente apresenta”, explica a fonoaudióloga.

O tratamento fonoaudiológico visa melhorar o uso da voz, reduzir e eliminar ajustes musculares inadequados, absorver lesões da laringe (diminuindo a necessidade do uso de técnicas cirúrgicas invasivas) e prevenir futuras lesões da laringe.

Michele Isaias destaca ainda dicas de como evitar essa alteração a nível de prega vocal. “Os profissionais da voz devem realizar avaliação com a fono para uma higiene vocal, que irão prevenir patologias a nível de prega vocal e uma futura disfonia do mal uso da voz como beber bastante água, falar alto ou gritar”.

“Por exemplo, um cantor deve evitar mais de 1h de ensaios sem pausas. O advogado ou apresentador de televisão, que se usar uma roupa com o colarinho e a gravata muito apertada, pode gerar uma tensão e lesionar a prega vocal. Ou durante uma caminhada o uso cardio respiratório é grande e fazer o exercício físico com conversas associadas, leva a um esforço devido ao pouco escape de ar. Tudo para que a projeção da voz saia mais alto o que consequentemente fará uma fadiga e a longo de meses irá gerar uma disfonia”, exemplifica a fonoaudióloga Michele Isaias.

Outra dica importante de higiene vocal é evitar o uso de pastilhas e sprays que tem a função de mascarar a dor e gerar um conforto vocal. “Quando for fazer o uso da voz e passar o efeito de mascaramento, a qualidade da voz estará pior por conta do abuso que o paciente fez sem perceber que estava fadigando a musculatura por conta do efeito anestésico”, alerta Michele e lembra que a rouquidão persistente não é normal e demanda a procura por profissional de saúde especializado na área para acompanhamento e tratamento. A prevenção é o melhor caminho para a manutenção de uma voz saudável.


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