Beleza e Saúde

Pneumologista alerta para os agravantes da asma


Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia cerca de 11% da população brasileira têm asma, uma doença genética e, portanto, incurável. O problema ainda é alvo de muitas dúvidas, haja vista que os sintomas são desenvolvidos em contato com fatores naturais. Diante disso, a pneumologista do Hapvida Saúde, Maria Eugênia Filgueiras indica para os cuidados que se deve ter com a doença. “Asma exige cuidado constante. A pessoa pode ter uma vida absolutamente normal, mas é preciso controle frequente. A doença não está controlada por vários motivos, mas, principalmente, por falta de informação e falta de acesso a medicamentos, embora o governo já disponibilize gratuitamente alguns medicamentos”, indica.

A especialista ainda sintetiza que muitas pessoas confundem a asma com a rinite, doenças que costumar vir juntas. “Rinite e asma são duas doenças frequentes e preocupantes. Rinite atinge cerca de 35% da população brasileira e mundial. As duas doenças costumam vir juntas. Cerca de 80% dos asmáticos sofrem com rinite. A rinite alérgica se caracteriza por coriza, espirros em salva, frequentes, coceira no nariz, obstrução nasal. A pessoa não consegue dormir direito, o sono não se aprofunda. Isso atrapalha qualquer pessoa. Tem, ainda, coceira nos olhos, ouvidos e garganta”, comenta.

As duas doenças são inflamatórias e as causas são muito parecidas. “Pessoas que têm asma têm que tratar direito a rinite. Se não tratar direito a rinite, pode agravar a asma. Vários fatores podem piorar a situação, por exemplo, os alérgenos. Outras doenças podem demandar complicações para a asma. Assim, é imprescindível que os pacientes fiquem atentos aos sintomas, de modo a evitar o aparecimento de crises”, revela Maria Eugênia.

Segundo a especialista, causas muito agudas, como a gripe, que pode descompensar o quadro de asma e isso pode se tornar muito grave. A vacinação é importante. Estudos que foram feitos no Brasil com pacientes que morreram com crise de asma foi a falta de informação sobre tratamento e medicamentos, que não são usados de forma correta. “Em média 3 pessoas morrem por dia vítimas de crises de asma no Brasil. Mas nós temos como reverter esse quadro”, complemente a médica.


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