Gastronomia

Aprendendo a harmonizar espumantes e champagne


É tradição! Onde exista uma comemoração especial, seja a celebração de virada de ano, seja uma ocasião de importância particular, a elegância e sofisticação dos vinhos espumantes estarão sempre presentes para tornar o momento ainda mais agradável.

 

Ao longo do tempo, o espumante ganhou novos significados no mercado dos vinhos, deixando de ser bebido exclusivamente nessas celebrações especiais, e passando a estar mais presente em outras ocasiões. Apreciada largamente no verão, a bebida borbulhante pode ser servida como aperitivo ou sobremesa, e também harmoniza incrivelmente bem com coquetéis diversos e refeições completas.

Espumantes, uma rápida explicação

Tecnicamente falando, o espumante é um vinho que passa por duas fermentações, uma comum a todas as bebidas fermentadas, em que o açúcar da fruta se transforma em álcool, e outra, induzida, em que são acrescentados leveduras e açucares que produzem mais álcool e gás carbônico, elemento responsável dar por ao espumante sua característica principal, as borbulhas efervescentes.

O método mais conhecido de fabricação do espumante é o criado na França, na região de Champanhe, e denominado “champenoise”; é resultado da tradição e da manipulação artesanal do vinho, nele, a segunda fermentação ocorre dentro da própria garrafa, exigindo um trabalho cuidadoso de manipulação. O outro método é conhecido como “charmat”, mais recente, onde a segunda fermentação do vinho se realizada em gigantescos recipientes de aço inox capazes de suportar grandes pressões, e à temperatura controlada.

Em Champagne, os espumantes são feitos com três castas de uvas, as tintas Pinot Noir e Pinot Meunier e a branca Chardonay. A partir disso, classificam-se os vinhos espumantes em Blanc de Blanc, quando feitos com uvas brancas, seja a Chardonay ou qualquer outra, e Blanc de Noir, quando feitos das tintas, seja a Pinot Noir, ou qualquer outra. Há ainda os espumantes Rosés, que podem ser elaborados por mistura de vinhos tintos e brancos.

 

De acordo, com a classificação com a quantidade de açúcar acrescido na segunda fermentação, os espumantes dividem-se em brut, demi-sec e doce, sendo o primeiro mais seco e menos adocicado e o último bem açucarado.

 

Harmonização

Assim como outros gêneros de vinhos, o espumante possui uma grande variedade de rótulos, e isso influi na hora de harmonizar a bebida com os mais diferentes tipos de comidas. O método de produção, a variedade de uva e a quantidade de açúcar residual são alguns dos fatores que também influenciam no processo de harmonização. Por ser, em geral, uma bebida fresca e elegante, o espumante casa muito bem acompanhando comidas leves e sutis. Vejamos algumas dicas de especialistas de combinação deste tipo de vinho.

Entradas

No início da refeição, o espumante, com acidez e leveza na medida certa, é perfeito para abrir o apetite. A escolha do vinho deve acompanhar o estilo do prato. Uma salada com camarões, por exemplo, cai bem com um espumante brut; com carpaccio, um espumante Rosé; com canapés ou caviar, um prosseco italiano vai bem, com entrada à base de frutas, um espumante seco – o champagne francês combina com todos esses pratos.

Pratos principais

Combinações com carnes vermelhas e molhos de sabor forte são de difíceis, tente evitar. Frutos do mar como lagosta, salmão e camarão com molhos mais encorpados harmonizam perfeitamente com champagnes Blanc de Noir. Carnes brancas caem bem com espumantes secos mais ácidos.

Sobremesas

Espumantes mais doces ou Demi-sec  são ótimos para saborear com doce com creme de vanilla, dentre outras sobremesas.


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